7.2.10

Lampejos de sonho e vigília

É desta vez, apenas desta vez, que esta história é contada. Antes, o menino andava solto pelo mundo, assim continuará este traçado de liberdade sobre a Terra, e na memória levará meu canto, e nos lampejos de sonho e vigília não saberá jamais que a carta estava escrita, sob o travesseiro, num século perdido, entre o tempo passado e os meus delírios.

O menino tinha qualquer idade entre o nascimento e a morte. Tudo o que viveu eram todas as letras datilografadas na carta. Desta história, o que vos conto é o que menos importa. Muito maior é o sentimento, muito maior é o que extravasa. Corre-se o risco de perder o chão e sentir que a vida nos engana em entrelinhas tortas. Para que escrever cartas se tens boca? Diz em voz alta ao garoto o que nenhum poema diz!

Menino, tua beleza fica escondida e aberta na fala. Minha cidade é grande e tudo aqui é de encanto, fora os contratempos. Do que somos feitos todos? E ele responde: somos inventados pelos outros, Deus criou somente o vento...

1.2.10

RESPOSTA AO NÃO CURSO DE RAMIRO OSÓRIO

O que é escrever para? É igual a escrever não para? Escrever vai de encontro a minha pessoa. Anteparo. Enquanto organizo algumas letras soltas, o tempo escabela-se desmedido. As palavras dizem de mim o que eu não sei. Nem sequer abrisse os olhos diante do espelho e olhasse, haveria rios que a literatura inventa na secura do silêncio. Escrever para é derramar-se sobre o abismo. Escrever não para é recolher-se por inteiro: incabível, incalculável num lugar de antíteses. Onde tudo pode e mesmo na vida, o que nos refaz é viver. O poema, a chuva, o leitor, nada disso é o imã a sugar-me o sumo. Escrevo sem pensar que haja sentido nisto. O que restará deste filtro de ideias valerá como um sussurro ao pé do ouvido. A memória carrega o destino nas costas. Neste fado é indispensável o sonho. Os sonhos nunca sonhados mantêm a vida. Todas as mortes tiram da chuva os amanhãs. Os sóis de todos os universos jamais se viram e brilham assim mesmo. Minhas mãos acenam tarde um adeus a quem nunca veio. Escrever é recordar a carta escrita ao suposto alguém chegado e ido e já saudoso partido e amado...


Trocando ideia com Ramiro Osório no MAM antes do Ensaio da Orquestra Voadora

18.1.10

borboleta imperial



Clipe para a música "Borboleta imperial", da banda Luisa mandou um beijo. Direção: Daniel Paiva. Rio de Janeiro, janeiro de 2010.

É a primeira música minha que tem um clip oficial! "Borboleta imperial" é uma homenagem a borboleta monarca, espécie comum na mata Atlântica. Além disso, o seu simbolismo é bem especial: a transformação de lagarta em borboleta e a sua leveza característica.

17.1.10

Raízes


(desenho: Ana Muniz)

RAÍZES

Só gosto dos poemas que não posso escrever,
porque dentro de mim há um olhar que me vê e é cego.
Meus escritos são grãos de terra
Escavo às escondidas uma solidão sem fala.
Se nenhum silêncio habita, Deus parece morto.
Todo tempo é pouco quando a voz sussurra
E clama o sopro o poema as náuseas
de quem ainda vivo, respira.
Meu dizer é humus, bom de abraçar raízes.


12.1.10

novas datas



Agora o filho nasceu!




Bárbara Castro com Vilarejo!



14/01-lançamento Vilarejo, no Grajaú.
 (Rua Professor Valadares, 177)




16/01- Entrevista com Flávia Muniz no Geleia Moderna às 17 horas.
Rádio Roquette Pinto(94.1 fm).
Um pouco do Vilarejo, Olho mágico, Luisa mandou um beijo e quero ver verdejar

6.1.10

Lançamento+pocket show+aniversário





No próximo domingo, dia 10, haverá o lançamento do novo livro de Flávia Muniz, vocalista da "Luisa mandou um beijo". O livro se chama "Vilarejo (pergaminho do fogo)" e será publicado pela editora Multifoco. Além da noite de autógrafos, haverá um pocket show de Flávia Muniz e Olho Mágico, meu projeto paralelo.

Eis o que a crítica literária Fernanda Scholnik escreveu sobre o livro:

"Se a poesia pode modificar o homem, isso se torna questão pequena perto do poder que as palavras dessa estreante poeta exercem sobre o papel, sobre a própria língua, sobre o leitor, que irá se deliciar com um olhar ora um tanto infantil, bem ao estilo de Manoel de Barros, ora poderosa e profética, linguagem-ígnea que conclama a todos os elementos para uma alquimia de onde nasce a poesia. A criação de Flávia convoca à vida no agora, à vida solar e terrestre, ao mesmo tempo fluente como água e ar, alçando voos em direção à liberdade almejada, que é lastro de vida e condição à criação."

O lançamento e o pocket show acontecerão na editora Multifoco (R. Mem de Sá, 126, Lapa, Rio de Janeiro), no domingo, dia 10, a partir das 18h30. Entrada franca!

Também é aniversário da autora!
Até lá!



3.1.10

princípio


Quando o alaranjado rasgou os olhos do céu minha alma alargou dez pés de vazio. Talvez eu não soubesse mais chorar ou quem sabe os rios corressem invertidos para o centro da terra. Meu modo de sentir era sem fisgada. Minha dor não ria ou chorava. Foi um desconfio que me deu: minha dor não sabe mais doer. Talvez a dor não seja minha, porque me ultrapassa. Dói num órgão externo, chamado família, desde a chegada até a ida. Existência carece coragem das grandes. Eu nunca nasci apesar de tantas vezes morrer. Sou feita de horas passadas. Quem me explica é o tempo. Todo lugar grita meu nome: amerelo-ouro para que eu cante! Não roubei o fogo dos deuses(é que as auroras me nascem nas entranhas). Permaneço por pura insistência e perseverança. Minha dança é o movimento esvoaçante onde principia o vento. E todo início me é nato.


3.12.09

FLOEMA

Se as palavras bastassem
para que o poeta?

Se o poeta ausentar-se de si
Que ecoe o silêncio
e no deserto se faça a luz.

Que o poeta saiba de antemão:
o poema é a flor.

E desta
o perfume de fragrância inexorável
exala.

Ali mesmo,
no vazio substancial de suas terras,
o poeta anima as palavras.

19.10.09

poema sem traquejos



Escrevo uma carta como quem diz um poema em silêncio. Um poema sem traquejos ou maquiagens. Um amor engraçado maior que o corpo de um gigante. Um amor autofalante. Invento um poema centopeia. Cada pé uma palavra amiga. Todo tempo eu adiante. Meus olhos avistam sua chegada. Te abraço por um longo tempo e solto um suspiro que diz mais que as palavras que escrevo. Silencio. Nossos corações tamboram um mesmo tumtumtum de amor. Tuiuius sobrevoam as nossas cabeças. Estamos em pleno dezembro. A luz do sol está bem próxima à Terra. Estamos aquecidos pelo fogo. E não cabemos mais no poema.

18.10.09

ânima



Quando eu sabia fazer poemas
teus gestos inventavam minha mão
e o caracol das letras não precisavam de mim.
Depois eu perdi o traquejo de dizer as coisas
e cada dia soube rabiscar-me em linhas tortas.
Eu fiquei toda por dentro às avessas
e dava de conversar com os livros.
Até que você me aparece em carne e osso
e diz que a vida expandiu-se no verso.
Então eu escrevi só pra exercitar a fala:
o sopro que anima é o mesmo que espalha.

17.8.09

Sonho de Esmeralda

O sonho de Esmeralda era sempre compridíssimo às terças-feiras. Nas noites de calor projéteis holográficos, inevitavelmente, eram disparados no éter. E ai de quem dissesse que aquele coração não sabia das falas implícitas do amor. Então recriava as vias até confundir-se com as veias do próprio vilarejo, e incendiava as pestanas do sol com seus pavios de desejo a exalar perfume-flor de ameixeira.


Geralmente, ficava a espreitar seus sonhos de um lugar invariavelmente alto. Ela pensava: há um anjo na arquibancada dos meus devaneios. E fantasiava mundos onde a chuva servia de pingos de is; onde o tempo apostava corrida com Deus, e reinventava o futuro da vida; onde a imaginação era movida a batimentos cardíacos e tum tum tum de tambores. Eu soltava bolhas de sabão para enfeitar os sonhos dela. O vento se encarregava de esvoaçar seus cabelos.


Trouxe Esmeralda comigo do Zimbábue. Suas andanças transparecem nos anéis de crescimento visíveis da alma. Invento as mãos das ruas, os pés dos jardins e os bancos das praças, porque sou a criação. Cosmos e casas e costumes e cornetas a costear o corpo-a-corpo do fogoso jogo das letras.


16.7.09

poema-carta


Plantei um poema-carta para dizer: o amor sabe escrever seus silêncios. Fiz isso, pois as letras têm pés e curvas e podem tocar os olhos e fazer afagos. É o arredondar dos abraços que cabe no círculo da boca a dizer - quem diz fala do tempo e da alma, dos tapetes voadores e histórias fantásticas. Mas uma imagem caberia melhor nestes sobrevoos: um balão movido por intensas labaredas de fogo a sobrevoar toda a cidade. E lá do alto avistasse o potencial humano de mudar o rumo das coisas. Meu trifásicoração a eletrificar os postes das ruas pavimentadas. Transeuntes a movimentar o moto-contínuo aqui-agora dos seres. Não sei voar, por isso canto.



18.6.09

pergaminho do fogo

Menos silêncio houvesse e seria a culminância da obra. Mas não: são as voltas. Como me tornar mais humana? Como provocar as chamas incisivas da fala? O amor é mais largo que a morte. O tempo não dissolve palavras escritas em cartas. Por isso escrevo, para fazer do tempo uma espécie de abraço enorme. O conforto é usar vírgulas no lugar de ausências. O corpo sabe dos lugares das páginas. Quando foi que nossas letras entrelaçaram os pés? Sempre sei a próxima frase, mesmo quando a boca é outro nome, e o nome a presença aguda da falta. Não é poesia o que escrevo e me permaneces a alargar as ruas, as vias, as praças. Porvir é pássaro livre. Voar é epifania. Na imaginação o amor acende o sol, a distância o desejo. Querer perto e beijo é oásis no deserto? O rio da vida deságua em mar aberto... O ponto final não aprisiona o tempo da história. Papel e pele guardam a memória do imponderável. As linhas não contém a língua. A língua escreve em papel-corpo o pergaminho do fogo.




Lau Siqueira publicou esse meu miniconto lá no POESIA SIM. Tomei coragem e coloquei aqui tamém.


5.6.09

o livro de joana

O trecho abaixo é do meu livro "A MENINA QUE SONHAVA SER MÁQUINA DE ESCREVER". Disponível para download no portal literal.


Ultimamente Joana está impressionadíssima com o aquecimento global. Joana imaginou que a Terra era um caminhão e as calotas polares, os pneus. Então pensou assustada: “se as calotas estão derretendo significa que o pneu furou, mas onde é que estão os estepes?”

Altamira tem certeza de que as rodas substitutas estão no coração de cada um que ama o planeta. Acredita no livro que escreve porque sua vida é ser porta-voz dessa bandeira. “Devemos poupar os recursos naturais, construir uma sociedade solidária e utilizar os nossos conhecimentos para viver no bem estar.”





28.5.09

minhas onomatopeias


A vida inteira é metragem: alargamento do coração.
O azul do céu disse que o amor ultrapassa o infinito.
Pesquei palavras num riacho de estima.
O pôr-do-sol parece falar de saudade e hiato.
Rimo distância com quase perto
e bem querer, minhas onomatopeias.
Enganei a estiagem com meus sonhos de chuva e tarde.
A noite repetiu com olhar-brilho-de-estrelas:
- Tenho sabor de enquanto!

24.5.09

EU MANGÁ


Um fã da Luisa me fez mangá.


18.5.09

Boa tarde, Senhor Smith!




Aqui vai o desenho inspirado em Boa tarde, Senhor Smith!(faixa 12).
O trabalho em si tá todo errado, porque era pra fazer uma composição de texto e imagem com base em uma grade de construção, sem precisar se preocupar com o conteúdo.
Eu não tinha entendido nada, mas acabei gostando.

Beijoos!
Ju



17.5.09

esse tal assunto de Amor

o amor no sossego
cuida do que há no peito
não foge
não rasga
não queima
coisa de quem se demora
nas urgências da vida.

O amor nunca vai embora.
Embala
Contenta
Retifica
O amor pratica mudo
O que dentro da alma grita.

16.5.09

rádio maluca

A Rádio Maluca apresenta o rádio às novas gerações e recupera a tradição dos programas de auditório. É um programa de rádio ao vivo, com participação da platéia e dos ouvintes.

O programa do ator, cantor, compositor e multimídia ZÉ ZUCA é uma usina de novidades, uma central de músicas e brincadeiras. As atrações deste sábado foram a cantora e compositora FLÁVIA MUNIZ+ DIMITRI BR e o CORPO CORAL PALAS, do colégio Palas.




6.5.09

os pulsos

Precisei o tempo a pintar-me a pele
e o silêncio a calar-me os pulsos.
A poesia arranca o peito das horas,
o vermelho-sangue jorra
e desata o véu da língua.

Que te guarde a máscara
e retenhas a saliva do beijo.
O amor rascante corta
Habita-me as entranhas cruas.
As ruas andam-me pelo avesso.

30.4.09

QUERO VER VERDEJAR

28.4.09

La mer se mêle avec la mer

O mar mistura-se ao mar
Mescla os seus laços, lagos, poças
Suas idéias de gaivotas e de espumas
Seus sonhos de algas e alcatrazes
Aos graves crisântemos azuis ao largo
Aos miosótis em tufos nos muros alvos das ilhas
Às equimoses do horizonte, aos faróis apagados
Aos sonhos do céu impenetrável.

De: MAULPOIX, Jean-Michel. "La mer se mêle avec la mer". In: LARANJEIRA, Mário (seleção, tradução e introdução). Poetas de França hoje. São Paulo: Edusp / Fapesp, 1996.

Encontrei esse poema no blog do Antônio Cícero.

23.4.09

a evolução


Pacífico é ser oceano? Supor outra coisa é desaver avidez de maré. Escrevo para tornar-me factível e depois toda água que evapora. Toda mulher renova, quando a liberdade sabe mais de abrir portas que as chaves. Eu nunca tive idade. Cada vez que me despeço, o horizonte me abre janelas. Envolvo a vida nas asas das coisas-pés. As coisas têm vida. As pessoas, uma coisa dentro. E os cheiros têm braços. Me desfaço dos fios de lágrimas do tempo, quase cambriana. O amor presume a evolução. Do poema restam fósseis. Respiro as frases, animo os desdizeres da alma. Pelo sangue, o veículo-corpo pisa o chão da terra. Todo dia o sol nasce no peito. A imaginação não tem paredes. Estico a rede nos coqueirais da vila. As pessoas daqui tem pressa. Ser humano carrega osso. Depois de moço, a carne desfibra. O espelho é testemunha das horas. Existo agora. O que é a bússola da vida?



19.4.09

saberes indígenas ancestrais



Rafael Moreira me passou o vídeo acima. Ele é de Brasília e enviou-me também um texto de sua pesquisa "Bandeirantes, Indígenas e a Arquitetura do Racismo Institucional". Ele interroga a cidade e pergunta qual o perfil dos não-cidadãos. "Há características que remetem a dinâmica de esfalecimento de ascensão social, de educação, transporte público eficiente, saúde, lazer, liberade religiosa, disponibilidade de água tratada e moradia, negligenciada a certas coletividades específicas de acordo com critérios raciais, de classe e de gênero".


18.4.09

mar sem sal



A produtora paulista Dragão Blasé fez um clipe para a música "Mar sem sal", da Luisa mandou um beijo. A direção é de Julian Campos e Nádia Mangolini. O vídeo foi todo filmado em Santos/SP.

Ahhh, quem for do Rio, anote na agenda: show da Luisa dia 26 de abril (domingo), no Espaço Multifoco (Rua Mem de Sá, 126 - Lapa), a partir das 19h, ao preço de R$ 10.

12.4.09

paduamba



Era o olhar penetrante que guardei na memória. Outras qualidades deixei no vão das pálpebras. A lembrança é um depositório de sucedências. Por isso mesmo é possível lembrar o nunca imaginado. Os amuletos de paduamba são feitos para isso. Técnica mista de sapiência e invento. Pergunto em voz alta: para que emudecer se é feito todo de palavras? Diga-me paduamba! Conte-me as entrelinhas do silêncio!



3.4.09

assunção

Sobre o tapete
Piso pés, margeio coragem.
Ajoelho-me em devoção.
Esforço,
descascar até o osso,
no branco do osso,
ganhar tempo,
vida elástica.
Impulso do ânimo,
deslimites do tempo.
Pequena morte.
Silêncio.

30.3.09

incêndio na aldeia fulniô


"Incêndio destruiu a casa de uma família indígena no Santuário dos Pajés na manhã desta segunda-feira, 30 de março. A casa pertence ao índio fulniô Towê, que se encontra em viagem ao nordeste brasileiro neste momento. Dentro da habitação foram destruídos bens pessoais como documentos, móveis, alimentos e peças de artesanato, utilizadas como material de trabalho por Towê. Não é a primeira vez que uma ação com estas características acontece na área, ano passado, a casa de outro indígena fulniô foi derrubada."

Para ouvir Cantos Sagrados Fulniô - Famíla Towê


11.3.09

nau argos



No pé de página está escrito: minha gravidez amanhece junto ao sol. Não sou poema. Sou esse desdizer de letras ávidas - alguma retina me permanece. O luar não pisca. Imagino o tempo: corre léguas antes. Futuro é tudo que não sei...

No corpo do livro é o que não está escrito. Os olhos margeiam - sílabas, fonemas, sussurros - pradarias extensas de nenhum poema. Meus nadas esclarecem silêncio: por isso escrevo... Depois vem a chuva. Ah! Alívio de saciar sede. Um oceano em cada gota. Ventania: vendaval de ser eu mesma... Minha natureza essa, sopro boquiaberto. Barqueio leme pra onde vou.

Perguntas não pensadas, respostas nunca vistas. Nem terra firme ou cais. Ar rarefeito imaginado. Existências quando. Pormenores extras. Coragem: desnudar marés .


9.3.09

inclusão social

Foi em dezembro que conheci as Arteiras na feira de economia solidária na Casa cultural Anitcha, porém elas são fruto da Agenda Social Rio e vêm desenvolvendo esse projeto desde 2003. As arteiras trabalham com reciclagem de papel e são moradoras da Tijuca.

O objetivo do grupo é gerar renda com a proposta ambiental, promover mudança de comportamento através do consumo ético. Vemos aqui os princípios do cooperativismo e da economia solidária. Tal trabalho busca estimular o crescimento do papel da mulher na economia do país, a inclusão social e a auto-sustentabilidade do grupo.

Eu apaixonei por elas! Viva as mulheres!!!





arteiras@agendasocialrio.org.br

5.3.09

hiato

Papel pequeno para dizer amor,
palavra grande para o indizível,
espaço vasto, interim da espera.
A pele não contém o sentido.

Os poros dilatam bem querer.
O poema se cala...

Acho palavras na areia,
o hálito da maré me beija.
ouve meu segredo - o silêncio.
Estou grávida de amanhãs...


2.3.09

pé da flávia

meu pé na areia

27.2.09

. amor e seu tempo .



Vídeo produzido por Márcio Yonamine: inspirado em Drummond e Fellini. Amor é filme! Este mesmo Márcio levou a Luisa mandou um beijo, para participar do Bandalheira em 2001. Tinha até sushi!!!

E por falar em Luisa: chegou o cd! E saiu matéria hoje, no segundo caderno do Globo.